Tropeço,reinvento e recomeço. Eu semeio meus sonhos aqui, semeio lá, semeio cá, semeio sem parar. Agradeço a Deus por ser assim.
domingo, 30 de janeiro de 2011
Penso, na dádiva do tempo que nós recebemos. Foi concedido o tempo de uma longa e intensa convivência, quase sempre com grande cumplicidade.Alguns projetos se desfizeram, outros novos surgirão.
A nossa relação persiste. Apesar de alguns baixos e graças a muitos altos. Ou, lembrando Clarice Lispector, talvez muitas vezes tenha sido o "apesar de", tanto ou mais que o "graças a", que nos impulsiona.
Sons e silêncios, ruídos e melodias, graves a agudos são igualmente necessários ao grande concerto da vida.
Permanecemos,não por inércia ou acomodação. Mas pela qualidade das mudanças. Por uma espécie de sabedoria do amor, capaz de conciliar mudança e permanência. Por um sentimento que acolhe a necessidade das mudanças - a minha própria e a tua , sem contudo desvirtuar a qualidade do afeto.
Rara e bela é a arte de amar, ao mesmo tempo fácil e difícil. Arte de saber que não pré-existe à relação, constituindo-se no seu exercício, codidianamente.
Amar assim talvez seja uma das mais belas afirmações do princípio "ama ao próximo como a ti mesmo", por vezes tão mal compreeendido. Um amar que resume amar-se e amar o outro, tanto quanto.
Estamos envelhecendo juntos!!!
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